quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Os Diários de Óculos #02-2012

Eis que os derradeiros dias de 2012 estão chegando e, apesar de ter todos os motivos para não celebrar coisa alguma, visto algumas mazelas realmente incomodas, ficam aqui meus votos de felicidade e fortuna à todos os amigos e familiares.

Mais um ciclo se repete: se destrói e se renova. Algo termina e outra coisa começa. Muitas delas não da forma que esperávamos ou desejávamos, mas não há muito o que escolher ou protestar: o destino há de desabar diante de nós e temos que decidir o que fazer com ele!

Coragem e sabedoria são imprescindíveis, embora a ignorância seja um artifício muitas vezes usado para resolver as coisas do modo mais fácil possível... Este ultimo não costuma ser o caminho que escolho, mas entendo perfeitamente a opção, infelizmente tomada pela maioria. O caminho difícil sempre guarda os melhores sabores, apesar de frequentemente também possuir alguns dessabores.

Então você, quem quer que seja, que resolveu despender alguns minutos de seu tempo para me conceder honrosa atenção para este texto, esta aí: diante destes derradeiros dias, cheios de sonhos e desejos, promessas de divertimento, planejamentos, um futuro cheio de certezas, algumas vezes incertezas também. Para alguns de nós o futuro é palpável e fácil de imaginar, para outros, tão difícil e arcano de visualizar... Mas no fim, o pode resumir tudo o que cerca os sentimentos envolvidos nas festas de final de ano é uma simples palavra:

Esperança.

A grande promessa de alegria e felicidade, a força de vontade para a industriosa atitude de ir em busca do que for preciso e, quando chegar a hora, fazer o que tem que ser feito e finalmente, ser feliz!

É esta força inspiradora que desejo a todos: pode se chamar fé para alguns, sorte para outros... Independente de sua opção filosófica-espiritual, esperança é uma condição mental, são portas para um poderoso ânimo de viver e ir de encontro ao que sonhamos.

E espero que todos nós caminhemos rumo a estes sonhos em 2012 e além. Cada um a seu modo, em seu próprio caminho.

Felicidades.

-MWXS

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Acervo + Grandes Astros do Faroeste

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Diários de Óculos #01-2012

Sou um cara cheio de defeitos: um dos mais evidentes, ao menos o mais acusado pelas pessoas a minha volta é a falta de paciência.

Bom, este é um comportamento que tem pseudo-oficialmente um inicio cronológico definido... Usando de meu humor perspicaz (e discutível) entre os amigos em Belém-PA, cidade onde moro atualmente, comecei a "fazer de conta" agindo como um cearense estereotipado, bruto, de pavio curto... Infelizmente, digamos que eu perdi um pouco (?) o controle da brincadeira e este traço acabou sendo abraçado pelo meu ego e fazendo parte da minha forma de agir e reagir.

Mas indo ao ponto onde desejo realmente chegar, o motivo pelo qual escrevo este post, é uma reflexão obtida há poucos minutos: a raiva.

Raiva, ódio, etc.

Achei engraçado como, olhando para trás em minha história pessoal, colecionei mais decepções com as pessoas do que ódio propriamente dito. Geralmente meus rompantes de exaltação tiveram origem maior na frustração do que raiva propriamente dito e sendo eu, um cara "desnecessariamente ignorante" não tenho realmente raiva por alguém dentro do meu coração, na maioria das vezes tal sentimento pode ser resumido como simples frustração.

Encaro com surpresa e indignação como as pessoas tendem a odiar sem motivo, a se dedicar a atrapalhar a felicidade alheia e pasmem, se dirigir a uma igreja esperando expiação dos próprios pecados na fé mais hipócrita do mundo!

Sou muitas vezes mais minha fé sem igreja, sem orações, baseada em bons exemplos de virtude e no arrependimento sincero, embora ainda assim os erros aconteçam, não são "varridos para baixo do tapete".

Bah! Espero que se arrependa amargamente pelo mal que causou tão gratuitamente à outras pessoas! Que este erro seja apontado pela vida e pelo Deus que habita a igreja aos domingos.

Não, isto não é raiva ou ódio. Isto é fruto de profunda decepção e frustração, um medo terrível, um horizonte desolado. Pela infelicidade que teve como colaborador um injusto, pelo amor podado pelas ações e palavras da maldade. Eu nunca perdoarei quem se dispôs tão ferrenhamente a tal obra, alguém a quem ofereci respeito e até mesmo admiração.

Que fique com o perdão de Deus então. Espero realmente que você nunca necessite do meu.

-MWXS