quinta-feira, 30 de outubro de 2008

coisas que falam sobre coisas: believe (franka potente) *traduçao

"eu nao acredito em problema
eu nao acredito na dor
eu nao acredito que nao resta nada
alem de correr aqui novamente

eu nao acredito na promessa
eu nao acredito no acaso
eu nao acredito que voce possa resistir
as coisas que nao fazem nenhum sentido

eu nao acredito no silencio
porque o silencio parece assim lento
eu nao acredito na energia
se a tensao eh muito baixa

eu nao acredito no panico
eu nao acredito no medo
eu nao acredito em profecias
entao nao desperdiço nenhum lagrima

eu nao acredito que a realidade seria
da maneira que deveria
mas eu acredito na fantasia
o entendimento do futuro

eu nao acredito na história
eu nao acredito na verdade
eu nao acredito que eh destino
ou alguem para acusar

eu acredito! eu acredito!

eu quero que voce tente, tente
saber por que, por que
sem brincadeira, sem pecado, pecado
sem correr, sem ganhar, ganhar
eu acredito!

sem anjos, sem garotas
sem memorias, sem deuses
sem foguetes, sem calor
sem chocolate, sem doce
eu acredito!

sem sentimento, sem segredos
o silencio que voce sente
o qual te esconde da realidade

eu quero que voce tente, tente
saber por que, por que
sem brincadeira, sem pecado, pecado
sem correr, sem ganhar, ganhar
eu acredito!"

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

liçoes de anatomia: C de Cancer

"eu sou o judas iscariotis pessoal do mikey, sem mim, ele nao teria onde despejar seus pensamentos disvirtuados e banais".

o que eh o cancer, mikey boy? em sua essencia, o cancer eh um mal que nasce dentro de voce. enraiza-se, cresce, e te destroi.

hm... e o que eh o mal, mikey boy? claro, suas previsiveis ladainhas vao atentar que eu represento o mal dentro do mikey. - "oh! mas que garoto previsivel!" - eu vou dizer, obviamente.

divergindo do que o mikey possa atestar, eu nao sou nenhum mal. ao menos, nehum que o mundo jah nao reconheça e acolha como uma mae devota, ou uma amante agradecida.
digamos que eu seja apenas um conjunto de comportamentos, filosofias, e relaçoes que facilitariam bastante tua a vida do mikey na babilonia...

e sim, ela estah em chamas. sim, isso eh sedutor, nao? queime e veja o fim do sofrimento, o fim das duvidas. a banalidade eh uma bençao, mikey boy.

este cancer, este "mal", como o mikey afirmaria, estah lah. mancomunado com o lado banal da alma. mas ele estah lah. nega-lo soh vai te trazer dor, mikey boy. mas tudo bem, ainda sim, ele estah lah. EU estou lah.

alimentando-me de cada desilusao, de cada fracasso, da cada frustraçao. raiva, odio, inveja, erros, duvidas... ah, as duvidas! iguarias da mais alta seleçao espiritual. mas enquanto o mikey resolve se enconder em seus pretenços sonhos, ofuscado pela ilusao de sonhos, e tao bebado por sua felicidade ficticia, o mundo nao muda.

o mundo nunca mudarah, mikey boy.

ouça o mal, ouça o cancer. nao ha cura. ele estah lah. agora adormecido.

uma hora as fraquesas conquistam, o mikey cai, e o cancer te toma.

o cancer te corrompe.

o medo eh o poder. o medo te entragarah a mim.

entao o mikey eh salvo, em sua morte.

nao mais duvidas, nao mais o medo, nao mais sofrimento. soh as certezas do mundo.

vida longa ao arkanone!

brow.

-DERHUN ARKANONE

a velocidade terrivel da queda: o bem da palavra. o mal da palavra.

nao me pergunte por que... certamente eu nao saberia responder.

mas o fato eh que as vezes surpreendo-me, acometido com um terrivel asco para tudo aquilo que eh belo e que admiro. a palavra, a arte, a musica.

as fezes as palavras me ferem. e ferido, como uma fera arrebatada da calmaria e levada ao instintivo reflexo de sobrevivencia, vem o escarnio. a rejeiçao.

ah! amo a palavra! bah! como odeio a palavra!

a palavra eh tao doce quando sai daqueles labios cheios de amor e sinceridade e veem de encontro a mim.
e ela eh tao amargas e ferinas, sadicas, quando sao docemente presenteadas a outros.

ah! amo a palavra! bah! como odeio a palavra!

como as palavras podem carregar tantos sentimentos? nao me pergunte, nao saberia responder. sou um ignorante. apenas mais um veiculo, apenas mais um simples alvo para suas caricias, e para suas flechadas.

ah! como sao doces as palavras! bah! como sao crueis as palavras!

o amor me acolhe e embrulha num maravilhoso alento, enquanto em outro momento, ele acerta em cheio meu coraçao como uma marreta de ferro!

como palavras podem causar tanto furor numa alma? nao me pergunte, nao saberia responder...

bah! como odeio as palavras! bah! como me odeio por isso!

-MWXS

sobre a tropa sinestro

"o universo precisa mudar. nohs vivemos em um local que apodrece em hedonismo e caos. indomado, sem moral. uma concentraçao de trevas.

(...) pela primeira vez na vida senti medo.

fui cegado pelo seu brilho.

eu acreditava que o medo fizesse  parte do caos. odeio admitir, mas o medo tinha mais controle do que a força de vontade.

(...) o universo mudarah".

juramento da tropa sinestro

"no dia mais sombrio...
na noite mais brilhante...
sinta seus medos se tornarem uma luz cortante.

todo aquele que o correto tentar barrar...
arderah em chamas
quando o poder de sinestro enfrentar!"

-retirado de  "sinestro corps special 1", roteiro de GEOFF JOHNS

sábado, 4 de outubro de 2008

coisas que falam sobre coisas: fire coming out of a monkey's head (gorillaz) *traduçao

"era uma vez, ha muito tempo, nos pehs de uma grande montanha
havia uma cidade onde o Povo Feliz morava.
sua propria existencia um misterio para o resto da humanidade.
obscurecidos por enormes nuvens,
aqui eles levavam suas vidas pacificas,
inocentes dos barulhos, excessos e da violência
que estava crescendo mundo afora.
viver em harmonia com o espirito da montanha chamado Macaco
era suficiente.

entao um dia
o Povo estranho chegou a cidade
eles vieram camuflados, escondidos atras de oculos escuros
mas ninguem os percebeu:
eles viam apenas sombras.
voce ve, sem a verdade dos olhos,
o Povo Feliz era cego.

pulando fora de avioes e se escondendo em buracos
a espera para o acaso vir, pessoas indo para casa.
pule nas costa deles e atire neles na cabeça.
agora todos dançando
a dança da morte.
a dança da morte.

a dança da morte.

com o tempo, Povo Estranho encontrou seu caminho
nas mais longes dependencias da montanha,
e foi aih que encontraram as cavernas
de inimaginavel sinceridade e beleza.
por sorte, eles tropeçaram no lugar
onde todas as boas almas vao descansar.
os estranhos guardaram suas joias nessas cavernas,
acima de todas as coisas,
e depois eles começaram a garimpar na montanha.
foi a riqueza que estimulou o caos do seu próprio mundo.
entretanto, abaixo na cidade,
os Felizes dormiam inquietamente.
seus sonhos foram invadidos por figuras sombrias fora de suas almas.
a cada dia, pessoas acordariam e subiriam a montanha.
por que isso estava trazendo as trevas na vida deles?
e a cada vez que os Estranhos garimpavam mais e mais fundo na montanha buracos começaram a aparecer,
trazendo com eles um frio e amargo ventom,
que congelou as suas almas.
pela primeira vez, os Felizes sentiram temor
por eles saberem que mais tarde
o Macaco logo acordaria de seu sono profundo.
e entao veio um som.
distante primeiramente, isso cresceu uma catastrofe tao imensa
que pode ser ouvida distante no espaço.

nao haviam mais gritos. nao havia mais tempo.
a montanha chamada Macaco tinha falado.
havia apenas fogo
e depois,

nada.

oh, pequena cidade dos EUA, chegou a hora de ver.
nao ha nada que voce acredite, que voce queira,
mas onde estava voce quando tudo isso caiu em cima de mim

voce me chamou agora?"